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36% dos alunos LGBT já sofreram agressão física na escola, diz pesquisa 

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24/11/2016 - 73% afirma ter sido agredido verbalmente em algum momento de sua vida escolar

Por mais que temas como a diversidade sexual sejam debatidos atualmente, ainda são muitos os casos em que alunos LGBT relatam sofrer algum tipo de agressão dentro do ambiente escolar. Em dados revelados nesta quarta-feira, 23, pela Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil 2016 - As experiências de adolescentes e jovens LGBT, ao menos 36% desses jovens já foram agredidos fisicamente.

Os dados apontam ainda que 73% desses alunos foram agredidos verbalmente de alguma forma. Os resultados são baixo rendimento e ausência nas aulas. Dos que sofreram agressão verbal, 58,9% já faltou às aulas ao menos uma vez no último mês. O desempenho também é afetado pelo problema: 26,5% dos alunos que sofreram alguma agressão por sua orientação sexual tiveram notas abaixo de sete pontos, enquanto 27,6% daqueles que sofrem por expressão de gênero – como é o caso dos alunos transgêneros – ficaram abaixo do esperado.

Dentre os mais de mil estudantes LGBT entre 13 a 21 anos escutados pela pesquisa, 60% afirmou se sentir inseguro na escola. Muitos deles acabam sofrendo com transtornos psicológicos por conta disso e até quase duas vezes mais chances de relatar níveis altos de depressão.

COMO RESOLVER?
O estudo mostra que 60,9% dos entrevistados se sentem muito ou mais ou menos à vontade para falar com o professor sobre o tema. Não há dúvidas que um dos principais meios de melhorar essa situação é fazendo com que os professores estejam melhor preparados para lidar com ela e se tornem referência na sala de aula.

O Ministério da Educação (MEC) deve lançar em 2017 um curso online de direitos humanos para o professores da educação básica e, dentro dele, devem ser abordados temas como homofobia, bullying e racismo. O ideal é que o educador se informe sobre conteúdos voltados especificamente para a diversidade sexual e promova o respeito e a inclusão dentro da sala.

Fonte: Universia Brasil

Figura: Google