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A era dos robôs: tecnologia amplia produtividade, transforma educação e salva vidas Notícias 

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23/02/2017 - A robótica está cada vez mais presente em nossa realidade. Quase 254 mil robôs foram comprados pela indústria de todo o mundo apenas em 2015, segundo a Federação Internacional de Robótica (IFR, em inglês). De quatro a seis cirurgias robotizadas são feitas por semana em um hospital do Rio de Janeiro, que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As aplicações desse tipo de tecnologia só crescem e criam novas possibilidades em áreas tradicionais, como a educação.

O Serviço Social da Indústria (SESI) identificou lacunas na formação dos cidadãos do futuro e, há cinco anos, passou a organizar, no Brasil, o Torneio de Robótica FLL.

Ao participar da disputa, promovida em dezenas de países, estudantes de escolas públicas e particulares desenvolvem valores como inspiração, trabalho em equipe e profissionalismo. São jovens de 9 a 16 anos atuando de forma conjunta para montar robôs, elaborar programações complexas e projetos de pesquisa capazes de solucionar problemas reais da sociedade. O torneio é mais que um evento de robótica, é uma metodologia educacional, afirma o diretor de operações do SESI, Marcos Tadeu de Siqueira.

Os robôs aparecem como uma forma lúdica e ativa de aprendizagem. Atualmente, cerca de 400 escolas do SESI de ensino fundamental e médio de todo o Brasil contam com o programa no currículo, independente da participação no torneio. O contato dos jovens com a tecnologia incentiva a criação de futuros profissionais mais conectados à inovação, ressalta Marcos Tadeu. 

Foi o que descobriu o professor de Fisioterapia do Instituto Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, Cláudio Scianni. Depois que passou a adotar a robótica em sala de aula, notou grande diferença no rendimento dos alunos. Tanto a atenção quanto os resultados obtidos por eles nas avaliações melhoraram significativamente. Ouça:

Para o professor, o conhecimento fica mais solidificado desta maneira. Enquanto para as crianças você ajuda a ensinar física e matemática, no ensino superior podemos ensinar anatomia e biomecânica. As coisas ficaram mais claras e as dificuldades que eles tinham deixaram de existir, explica Scianni em entrevista à Agência CNI de Notícias.