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A importância da gestão nas instituições de ensino 

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08/03/2017 - A crise econômica e política que o Brasil enfrentou em 2016, e que ainda deixa rastros, impactou diretamente o setor educacional. Dados de uma pesquisa da Serasa Experian, conforme divulgado pelo jornal Agora São Paulo, mostram que a inadimplência nas instituições de ensino subiu no ano passado: o aumento foi de 8,5% na educação básica e no ensino superior a alta foi de 8,1%.

Apesar de muitos educadores ainda serem contra, devido a uma visão distorcida do termo, é imperativo falar sobre gestão. Não se trata de reduzir a instituição de ensino a uma empresa mercantilista, desprovida dos valores acadêmicos, mas sim, considerar todos os atributos pedagógicos, se preocupando também com a racionalidade existente no mundo corporativo onde ela está inserida. Devido à concorrência acirrada, evasão, queda no número de alunos, clientes mais exigentes, além da tão temida inadimplência, é necessário a implementação das estratégias e ferramentas próprias da gestão.

Aos poucos, o mercado educacional começou a entender que gerir é mais amplo do que administrar e que a filosofia e a linha pedagógica da instituição caminham juntas na prática da boa gestão. Sonia Simões Colombo, Diretora Executiva da HUMUS e autora de vários livros do segmento educacional, dentre eles "Gestão Educacional: Uma Nova Visão" e "Marketing Educacional em Ação", afirma: "tanto quanto as demais empresas contemporâneas, as instituições de ensino precisam e sabem da importância de se obter resultados positivos para poderem sobreviver e desenvolver em seus empreendimentos educativos. Desta maneira, a estrutura organizacional, em algumas instituições, está mais ágil, simplificada e menos burocrática, favorecendo o alcance de metas efetivas". Ela complementa dizendo que não basta acreditar que a escola ou faculdade tenha boa qualidade, é indispensável que esta qualidade seja também percebida, de fato, pelos seus atuais e futuros alunos, influenciando as suas decisões.

Os desafios são grandes! Com certeza, não há mais espaço para ações calcadas apenas na experiência do que deu certo no passado; é preciso identificar oportunidades, implementando ações inovadoras e agindo preventivamente perante possíveis ameaças. Os gestores educacionais cada vez mais buscam literaturas no mercado e um movimento positivo passou a vigorar, pois não adianta ter apenas o esforço com os objetivos e metas; o que é relevante é a eficácia obtida. Muitos começam também a participar de congressos e seminários que despontam neste segmento, com o objetivo de debater sobre o assunto com seus pares e outros executivos da área.

Um exemplo que temos deste caso é o XV Congresso Brasileiro de Gestão Educacional (GEduc). O evento, indicado aos dirigentes educacionais do ensino superior e também da educação básica, propõe aos participantes uma análise da situação atual de suas instituições, refletindo sobre novas abordagens para os desafios contemporâneos da educação.

Inspirar mudanças e oferecer insights para soluções, transformando assim a gestão educacional: são estas as provocações que farão parte da edição de 15 anos do GEduc, que acontecerá entre os dias 29 e 31 de março, no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Estarão presentes os principais pensadores da educação brasileira, além de representantes de instituições de ensino referências de todo o Brasil, que compartilharão as mais modernas práticas de gestão, considerando aspectos como inovação, competitividade e competência. O notável destaque do primeiro dia do evento será a participação do historiador brasileiro Leandro Karnal, que explanará sobre o tema "Transformando a gestão: estratégias para um novo tempo". Na mesma data, Claudia Costin, professora visitante da Faculdade de Educação de Harvard e diretora Geral do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV-RJ, debaterá com os participantes do Congresso sobre o futuro da educação, os principais desafios e mudanças do setor.

Fonte: Portal Noticias Terra

Fonte secundária: CM Consultoria