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Alunos falam sobre os problemas enfrentados com a paralisação dos educadores

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31/07/2015 - George Naylor

A paralisação aderida por grande parte dos educadores acreanos já completou mais de um mês e até o presente momento nenhum tipo de acordo ou diálogo no intuito de estabelecer um acordo viável para as duas partes foi estabelecido. Sem uma contraproposta significativa para a reivindicação dos grevistas os problemas são inevitáveis e começam a surgir por todas as partes. Os mais preocupantes envolvem o abandono das instituições de ensino, o atraso na grande academia e a falta de orientações pedagógicas nas vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Nossa equipe de reportagem conversou, na manhã de ontem, 29, com pais e alunos da rede pública de Rio Branco, com o intuito de saber quais sãos os principais problemas encontrados por conta da paralisação dos educadores no Acre.

O alunos, Francisco Dias, que cursa o terceiro ano do ensino médio, afirmou que o maior problema encontrado por ele e pelos seus amigos com a paralisação dos professores é a falta de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) , que é a porta de entrada para o ensino superior.

Não sou contra o movimento grevista dos professores e acredito que realmente eles precisam ser mais valorizados, mas infelizmente também existe um outro lado da moeda que no caso somos nós, alunos, que estamos sendo prejudicados diretamente por conta da paralisação das aulas. No meu caso, estou estudando em grupo com alguns amigos para não ficarmos desatualizados na hora de prestar o Enem, relatou o aluno.

O aposentado, Raimundo Nonato, que é pai de dois alunos da rede pública, também deu a sua opinião sobre o movimento grevista. O aposentado afirmou que precisa existir um maior diálogo entre o governo e os sindicalistas no intuito de solucionar a demanda da melhor maneira possível.

Esses professores estão lutando pelos seus direitos e todos sabemos das dificuldades encontradas por esses profissionais dentro das salas de aula do nosso país e Estado. Acredito que o Estado deveria encontrar alguma estratégia para atender a demanda dessa categoria que é a maior responsável pela educação acadêmica dos nossos filhos. Precisamos entender e ter a real noção dos problemas que podem acontecer com uma paralisação como essa que já perdura por mais de um mês, desabafou.
Fonte: Jornal O Rio Branco - Rio Branco/AC