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Apenas quatro estados bateram metas do Ideb para ensino médio público 

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13/09/2016 - Segundo especialista, investimento em rede pública foi importante para êxito

RIO- Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no âmbito do ensino médio chamaram atenção pelo aspecto negativo. Entre os estados brasileiros, apenas quatro conseguiram alcançar as notas estabelecidas como metas pelo Ministério da Educação: Pernambuco, Goiás, Amazonas e Piauí.

A rede estadual de Pernambuco registrou o melhor índice nacional no ensino médio, com nota 3,9, o que significou uma evolução de 0,3 em relação ao índice de 2013. Goiás, apesar de não ter evoluído a nota em relação ao Ideb anterior, tem a terceira melhor nota com 3,8.

O estado de Amazonas, que aparece na 8ª colocação entre as redes estaduais de ensino médio, teve índice 3,5, crescimento considerável em relação à nota 3 que registrou em 2013. Piauí, apesar de estar na 18ª posição, passou de 3 (2013) para 3,2 (2015) e foi um dos quatros estados a atingir a meta.

- Uma das razões para o bom desempenho de alguns estados no Ideb é o fortalecimento das suas redes públicas de ensino, com a adoção de uma prática que valoriza e motiva o professor, e de um currículo com significado, que desperte no estudante o prazer de aprender e de estar na escola - explica Vilma Guimarães, gerente geral de Educação da Fundação Roberto Marinho.

Além do ensino médio, esses estados também conseguiram evoluir a nota nos anos iniciais (até 5º ano) e finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental. Nos primeiros anos desta etapa, Pernambuco teve avanço de 0,5 ponto, indo de 4,1 para 4,6. Nos anos finais, a nota foi de 3,4 para 3,8 em dois anos.

- Não existe fórmula mágica. Essas redes perceberam que práticas pedagógicas que incluam a todos, que acolham a diversidade e a pluralidade, alcançam melhores resultados - afirma Vilma

Amazonas também registrou 0,5 de crescimento no primeiro segmento do ensino fundamental. O estado evoluiu de 4,5 para 5,0 no período. No segundo segmento, a nota passou de 3,8 para 4,2. No caso de Goiás, o crescimento na nota dos primeiros anos foi menor. O estado saiu de 5,5 em 2013 para 5,6 em 2015. E 4,5 para 4,6 nos anos finais.

Entre os quatro, o Piauí, embora também tenha crescido a nota, foi o único que não atingiu meta no ensino fundamental. O estado passou de 4,1 para 4,6 nos anos iniciais, cumprindo facilmente o objetivo estabelecido pelo MEC (nota 4). No entanto, nos anos finais, mesmo indo de 3,6 para 3,9 não conseguiu atingir a nota 4 apontada pelo órgão para 2015.

- (Esses estados) estão priorizando a alfabetização na idade certa, a adequação idade-ano, a formação continuada de professores e a educação de jovens e adultos. Outros pontos em comum é que essas redes optaram por práticas pedagógicas inovadoras e conectadas com as tecnologias do nosso tempo.

Fonte: O GLOBO

Fonte secundária: CM Consultoria