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Capacitação é palavra de ordem para driblar crise e desemprego 

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01/08/2016 - Profissionais devem aproveitar as oportunidades nas empresas que ainda oferecem convênios com instituições de ensino

Em períodos de recessão, muitas empresas redefinem planos e cortam custos. Neste momento, o RH, que responde por grande parte dos gastos de uma empresa, é o primeiro departamento que sofre com os cortes. De acordo com o coordenador dos cursos de Pós-Graduação da Universidade Positivo (UP), Leandro Henrique de Souza, em 2016, o perfil das salas de aula mudou. Se antes a maioria dos alunos vinham incentivados por empresas que procuravam qualificar os colabores, agora são os próprios profissionais que, empregados ou não, sentiram a necessidade de começar a buscar por conta própria qualificação e novas competências, além de começarem a pensar em novas possibilidades na carreira.

A questão é que o investimento na qualificação dos profissionais não deve fazer parte dos cortes das empresas. Segundo o professor de Contabilidade da UP, Marco Pitta, é preciso saber separar as despesas dos investimentos e cortar apenas o que é despesa. Nesse cenário, manter programas de desenvolvimento de pessoas pode fazer toda a diferença, especialmente em corporações que buscam inovação e soluções para explorar novas oportunidades. "Colaboradores qualificados promovem melhorias em processos e modelos de gestão que podem impactar positivamente os resultados, afirma o professor. Pensando nisso, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (Fepasc) assinou um convênio com a UP para conceder descontos na capacitação dos colaboradores das empresas filiadas. Para o diretor da Fepasc, Roberto Teixeira, uma cultura de qualificação e estudo beneficia o segmento como um todo. Além de ter profissionais mais capacitados, vamos conseguir prop orcionar uma rede de estudos englobando os filhos e cônjuges dos colaboradores das empresas, beneficiando, assim, a sociedade como um todo.

Para o coordenador de Pós-Graduação da UP, são várias as possibilidades de retorno que uma empresa pode ter ao investir na capacitação de um funcionário. Podemos considerar uma maior produtividade do colaborador, atualização e conhecimento de mercado e, principalmente, ideias novas. O banco universitário tem uma magia sobre muitas pessoas, pois a troca de experiências em sala de aula e possibilidades de ampliar perspectivas estimulam os alunos", complementa.

Apesar de o investimento das empresas ter diminuído em 2016, nos próximos dois anos deve voltar ao patamar de 2015. As organizações percebem que é justamente em momentos de crise que precisam ampliar os conhecimentos, criatividade e inovações como caminho para a recuperação econômica, então, não faz sentido diminuir os investimentos em educação e treinamento, ressalta o coordenador. Para o diretor da Fepasc, investir em ensino e capacitação é uma forma de aumentar o capital intelectual e criativo do negócio. Esse investimento deve ser constante, diz ele. Assim, o tempo de resposta a uma situação de crise e de mudança torna-se mais rápido e menos conturbado, finaliza.

Fepasc
A união de dez sindicatos patronais forma a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina, a Fepasc. Representando aproximadamente cem empresas de transporte, a entidade abrange vários segmentos: rodoviário urbano, metropolitano, intermunicipal, interestadual e de fretamento e turismo. Por representar um número expressivo de empresas, a Fepasc possui uma cadeira no Conselho de Representantes da Confederação Nacional do Transporte, com isso as demandas do Paraná e de Santa Catarina são expostas e representadas em âmbito nacional. Atualmente a Fepasc é presidida por Felipe Busnardo Gulin, que assumiu a entidade em janeiro de 2015.

Fonte: segs.com.br

Fonte secundária:Portal www.cmconsultoria.com.br  

Figura: endevor.org.br