Artigos

Comida em pó criada por universitários pode ajudar a combater a fome no mundo

Comidaempocriadaporuniversitariospodeajudaracombaterafomenomundo-20150717111350.jpg

 
 
16/07/2015 - RIO - Um grupo de estudantes de mestrado internacional resolveu fazer algo concreto para acabar com a fome no mundo: comida em pó. O produto é feito a partir de alimentos baratos ou que estejam próximos do vencimento.

Em seguida, o material é transformado na versão em pó, cuja validade pode se estender por dois anos.

A ideia não é nada má, já que o montante global de alimentos desperdiçados a cada ano chega a 1,7 milhões de toneladas - que representam uma perda de US$ 750 bilhões - , de acordo com as Nações Unidas. As razões mais comuns para o desperdício são a compra acima do volume necessário ou a perda em função da validade.

A invenção dos estudantes recebeu o nome de FoPo Food Powder e foi idealizada pelo estudante Kent Ngo, da Suécia, que estuda engenharia mecânica, e os colegas Gerald Marin e Vita Jarolimkova, pesuisadores de inovação de alimentos e design de produtos, no final de 2014. Desde então, outras pessoas se juntaram ao grupo

- Não estamos utilizando um novo produto ou uma nova tecnologia, mas a criando um valor que vai além da ineficiência do sistema alimentar - disse Marin ao site "Mashable". - A inovação do nosso negócio é utilizarmos frutas e legumes vencidos.

Por ora, há três sabores do pó: banana, framboesa e manga. Em breve, haverá abacaxi também. O produto retém de 30% a 80% do valor nutricional dos alimentos, e pode ser polvilhado sobre outros alimentos, como iogurte e sorvete, ou usado na produção de massas.

A iniciativa dos estudantes já recebeu vários prêmios pela inovação, incluindo incentivos financeiros. Com o apoio do governo filipino e da Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, a equipe está no meio de um projeto-piloto nas Filipinas, onde fazendas estão doando abacaxis excedentes e mangas para a produção de um lote do alimento em pó.

O grupo também está levantando fundos para encontrar o fabricante certo e obter orientação jurídica e testes de segurança. Assim que o produto tiver sua viabilidade estabelecida, os estudantes planejam vendê-lo para mercearias, lojas on-line e através de grandes fabricantes de alimentos (para incorporá-lo em produtos como suco de frutas) antes de vender para ONGs a preços menores.
Fonte: O Globo - Rio de Janeiro/RJ