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Como as startups podem ajudar instituições de ensino 

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16/08/2016 - Patricia Barão 

A educação está em transformação no Brasil e no mundo. A forma como instituições de ensino gerenciam o negócio e interagem com os alunos precisa acompanhar as transformações digitais.

Essa foi a principal mensagem da Semana de Educação da Accenture, realizada na semana passada em São Paulo, que discutiu tendências para a indústria.
Investidores consideram a educação como um dos setores mais atrativos. O valor de mercado da indústria da educação superior no Brasil cresceu até 2012.

De 2014 para 2015, o setor perdeu cerca de R$ 15 bilhões em valor de mercado. A crise da economia brasileira e mudanças nas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) afetaram a confiança e os investimentos na educação.

Um dos pilares para o crescimento do setor é o investimento em novas tecnologias, capazes de personalizar a aprendizagem, atingir um grande número de pessoas interessadas em conteúdos didáticos, permitir o ensino à distância e otimizar a gestão do relacionamento com os alunos.

A rápida expansão da educação superior online no Brasil é um sinal de como a demanda e a oferta têm se transformado rapidamente com o avanço das novas tecnologias.

Com a popularização da banda larga no país e os preços atraentes da mensalidade, a graduação online tornou-se responsável por mais de 15% do total de matrículas no país, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Tecnologia e escalabilidade
As startups de educação podem ser grandes aliadas das instituições de ensino do País, criando ferramentas que resolvam problemas de modelo de gestão ou aprimorarem a qualidade do ensino.

Jorge Freire, líder na América Latina para Educação da Accenture, afirma que aproximar as soluções desenvolvidas pelas startups e o segmento educacional brasileiro é uma oportunidade de gerar produtos e serviços que atendam a demanda de um mercado educacional em transformação.

Queremos ajudar a criar parcerias com consistência, que permita a otimização de recursos e tenha estrutura para escalar, afirma Freire.
Enquanto as empresas estabelecidas alavancam resultados com a tecnologia, as startups podem utilizar um ambiente real de mercado para testes, permitindo otimização de produtos.

A Accenture quer servir de ponte entre empresas iniciantes e instituições de ensino. As startups avaliadas para parcerias são selecionadas pelo Cubo, centro de empreendedorismo em São Paulo.

As empresas iniciantes do Cubo recebem apoio e mentoria da Accenture.
A Talent Matching é uma startup que une psicologia e tecnologia em sua solução. Ela ajuda a reduzir a evasão de alunos em instituições de ensino superior e permite que eles desenvolvam habilidades comportamentais para o mercado de trabalho.

A Looqbox, startup de inteligência de negócios, organiza as informações da instituição de ensino e as disponibiliza por meio de um sistema de busca interna semelhante ao Google, com o objetivo de tornar sua operação mais eficiente.

Acesso e qualidade
No Brasil, o retorno de um ano adicional de educação pode ser de até 18% em ganhos financeiros. A tecnologia do ensino à distância permitiu ampliar e democratizar o acesso à educação para estudantes de nível superior, porém alguns cursos online ainda não oferecem uma experiência dinâmica que facilite o aprendizado.

Estudantes da era digital, expostos constantemente à novas tecnologias, precisam encontrar na universidade um ambiente que permita explorar e aprender no ritmo do aluno, proporcionando consumo e criação de conteúdo. E isso não significa que eles querem desistir da sala de aula.

Segundo a pesquisa Accenture Education Survey, 81% dos alunos de ensino superior querem mais integração de tecnologia na experiência de sala de aula e acesso online aos materiais de estudo.

Desse total, 89% ainda consideram a aprendizagem presencial bastante eficaz.

Fonte: inova.jor.br

Fonte secundária: CM Consultoria

Imagem: Inep