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Consórcio que inclui IBM anuncia os chips de computador mais poderosos da história

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10/07/2015 - Circuitos são ultradensos e usam tecnologia de sete nanômetros

RIO - A IBM anunciou na quinta-feira que participou da produção de versões de trabalho de chips de computador ultradensos, com cerca de quatro vezes a capacidade dos chips mais poderosos de hoje.

O anúncio, feito em nome de um consórcio internacional liderado pela IBM, é parte de um esforço para fabricar os chips de computador mais avançados em Hudson Valley, em Nova York, onde a IBM está investindo US$ 3 bilhões em uma parceria público-privada com o estado de Nova Iorque, GlobalFoundries, Samsung e fornecedores de equipamentos.

Segundo o “New York Times”, o desenvolvimento levanta um pouco da nuvem que caiu sobre a indústria de semicondutores, que tem lutado para manter o seu ritmo lendário de dobrar a densidade de transistores a cada dois anos.

A Intel, que por décadas vem sendo sido a líder da indústria, tem enfrentado desafios técnicos nos últimos anos. Além disso, tecnólogos começaram a questionar se o ritmo de longa data de melhoria de chips, conhecido como “Lei de Moore”, iria continuar após a atual geração de chips com tecnologia de 14 nanômetros.

Cada geração de tecnologia de chip é definida pelo tamanho mínimo de componentes fundamentais que alternam corrente elétrica em intervalos da ordem de nanossegundos. Hoje a indústria está fazendo a transição da técnica de fabricação de 14 nanômetros para a tecnologia de 10 nanômetros.

Uma nova geração traz aproximadamente uma redução de 50% da área requerida por uma dada quantidade de circuitos eletrônicos. Os novos chips da IBM, embora ainda em fase de pesquisa, sugerem que a tecnologia de semicondutores vai continuar a produzir transistores cada vez menores, pelo menos, até 2018.

A companhia disse na quinta-feira que tinha amostras de chips com transistores de sete nanômetros e usando silício-germânio, em vez de silício puro em regiões-chave dos comutadores de tamanho molecular.

O novo material possibilita que os transistores realizem uma comutação mais rápida e demandam menos energia. O pequeno tamanho desses transistores sugere que futuros avanços exigirão novos materiais e novas técnicas de fabricação.

Como referência comparativa para os transistores de sete nanômetros, uma cadeia de DNA tem de 2,5 nanômetros de diâmetro, e um glóbulo sanguíneo vermelho tem aproximadamente 7500 nanômetros de diâmetro. A IBM disse que a nova técnica tornaria possível a construção de microprocessadores com mais de 20 bilhões de transistores.
Fonte: O GLOBO