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Corrupção na Petrobras custou 1% das riquezas de 2015

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07/08/2015 - O governo brasileiro calcula que a corrupção na Petrobras elucidada pela Operação Lava Jato da PF (Polícia Federal) teve um impacto negativo na economia equivalente a 1% do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do País), afirmou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, na quarta-feira (5).

É evidente que a investigação tem impacto [na atividade econômica].

A declaração de Mercadante foi dada na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, em que analisou o delicado momento econômico do País e seu impacto na indústria naval brasileira.

O ministro confirmou relatórios de consultorias privadas, que calculam que a economia perdeu o equivalente a 1% do PIB devido ao impacto da Operação Lava Jato, que não só afeta a estatal, mas também as maiores companhias privadas do País na área de construção.

Segundo Mercadante, "o combate à corrupção é benéfico para a governabilidade e também para a democracia, mas tem um impacto econômico".

O ministro explicou que o nível de investimentos das empresas privadas envolvidas no esquema caiu ao mínimo, o que repercute em toda a atividade econômica do País.

Não ajudou a economia, segundo Mercadante, o fato de o escândalo ter surgido em uma época de queda dos preços das matérias-primas, o mais importante setor de exportações do país, e com novas turbulências cambiais, que diminuíram o valor da moeda brasileira e influenciaram a inflação, que especialistas privados calculam que chegará este ano a 9,5%.

Em relação à indústria naval, que teve um extraordinário desenvolvimento nos últimos anos graças à Petrobras, e que agora sofre com a situação da companhia petrolífera estatal, Mercadante admitiu que passará por um período de reestruturação.

Atualmente o Brasil conta com nove estaleiros, que empregam cerca de 69 mil trabalhadores, mas o ministro reconheceu que alguns deles "talvez" não superarão o momento atual e que haverá um aumento do desemprego no setor.

Não podemos afirmar que todos os estaleiros sobreviverão, mas os melhores continuarão.

No entanto, sustentou que a situação atual "é melhor do que a que o setor vivia há uma década, quando só havia três estaleiros, com 7.465 empregados".
Fonte: Tribuna Hoje - Maceió/AL