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Crise econômica afetou universidades fluminenses em 2015

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Carol Barreto

21/12/2015 - 17h46

Esse tipo de apelo foi repetido nas últimas semanas pelos estudantes das três universidades estaduais do Rio de Janeiro. O problema orçamentário é mais grave na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). No entanto, a Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) não ficam muito atrás. A crise financeira afeta essas instituições, mas elas já enfrentavam o subfinanciamento há anos, afirma a presidente do sindicato dos professores da Uerj, Lia Rocha.

 

Membro da comissão de educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Flávio Serafini, do PSol, concorda com o diagnóstico.

 

Dificuldades para pagar as contas, falta de dinheiro para manutenção de equipamentos e laboratórios, debilidades na assistência estudantil e até falta de papel higiênico. Tudo isso virou rotina nas universidades estaduais. No último mês, a situação se agravou, o que levou os estudantes da Uerj e da Uezo a ocuparem as dependências dessas instituições. Estudante de Engenharia da Computação da Uezo, Lucas Garcez conta em que condições sua universidade funciona.

 

Estudante de Relações Públicas, que entrou na Uerj através das cotas no início deste ano, João Victor Assis apontou as dificuldades que o recente atraso no pagamento das bolsas trouxe.

 

Segundo a assessoria de imprensa da Uezo, em 2014 o orçamento que a universidade teve disponível para executar foi de pouco mais de R$ 23 milhões e em 2015 esse montante caiu para R$ 21 milhões. A universidade precisaria de R$ 45 milhões em 2016, mas o governo do estado apresentou uma proposta ainda menor que a dos anos anteriores.

 

A Uenf vive situação semelhante. Segundo nota enviada pelo próximo reitor da instituição, Luis Passoni, o orçamento que o governo mandou à Alerj é muito inferior ao solicitado pela universidade. A nota afirma também que é necessário que o orçamento aprovado na Alerj seja cumprido.

 

A cantora Teresa Cristina, que é ex-aluna da Uerj, afirmou que o quadro da educação é fruto de um projeto político.

 

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação divulgou nota afirmando que o orçamento aprovado na Alerj no fim de 2014 era fruto de uma previsão baseada em outro cenário econômico, que não se confirmou ao longo do ano. A nota afirma ainda que as universidades e outros investimentos em educação foram priorizados em 2015.

Fonte:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Veja mais em:

http://radioagencianacional.ebc.com.br/educacao/audio/2015-12/crise-economica-afetou-universidades-fluminenses-em-2015

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