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Educação: Um desafio de todos nós

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06/06/2015 - O Brasil aumentou os gastos em educação, mas a produtividade do trabalhador está entre as mais baixas do mundo. para mudar isso, as empresas se unem ao setor público

Entre 2000 e 2011, o Brasil aumentou o gasto público em educação de 3,5% para 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Foi a maior expansão entre os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e os parceiros do G20, no período. O aumento desse investimento colocou o País à frente de seus vizinhos latino-americanos, como Colômbia (4,5%) e México (5,2%), e acima da média da OCDE, de 5,6%. A evolução é uma das grandes conquistas sociais brasileiras nos últimos anos, mas ainda é insuficiente.

Quando combinado o gasto público em instituições públicas de todos os níveis educacionais, utilizando como comparativo a paridade poder de compra, em dólares, o Brasil investe US$ 2.985 por aluno ante US$ 8.952, em média, na OCDE. É o segundo valor mais baixo entre 34 países. O aumento do investimento em educação era uma medida urgente. Mas ele sozinho não é capaz de promover progresso. A produtividade, que está relacionada à capacidade técnica da mão de obra nos meios de produção, depende da qualidade do ensino. Nos últimos anos, o Brasil está menos produtivo.

O País estava na 46a posição entre 61 países, em 2012. No ano passado, houve uma regressão de 10 posições, para a 56a posição. O desafio é empregar os recursos conforme a lógica de evolução do aprendizado. Nos últimos anos, o ensino superior recebeu muito mais atenção do que o básico. As instituições públicas de ensino superior, por exemplo, gastam quatro vezes mais por aluno do que com o ensino fundamental. Essa é a maior diferença de gasto entre níveis educacionais considerando todos os países da OCDE. A concentração de investimentos no topo do ensino serviu para reduzir as carências do mercado de trabalho.

Agora, é preciso reequilibrar a atenção, principalmente com a base do aprendizado. É o que tem feito empresas privadas. Há pouco mais de 10 anos, a operadora de tevê por assinatura NET criou um portal para oferecer gratuitamente conteúdos para alunos e professores do Ensino Fundamental I, II e Médio (veja quadros abaixo). No começo deste ano, o conteúdo educacional chegou à televisão – um movimento óbvio, dada a área de atuação da operadora de TV por assinatura. Transmitido pelo canal NET Cidade, o programa de 30 minutos é quinzenal e tem apresentação de Lilian Coelho.

Hoje, ele é colaborativo, tem objetos de aprendizagem, planos de aula e recursos audiovisuais, acompanhando a linguagem do nosso público”, diz a gerente de responsabilidade social Daniely Gomiero. O desafio da educação está em realizar projetos de grande impacto. O uso de tecnologia pode ser uma ponte para suprir diversas carências. Com cerca de 152 milhões de computadores e tablets com acesso à internet, o Brasil pode e deve se beneficiar do uso da tecnologia para disseminar conhecimento. A Microsoft possui um plano global de incentivo ao uso de suas ferramentas.

Dona do pacote Office, programa que reúne ferramentas como Word e Excel utilizadas em 1,2 bilhão de computadores pelo mundo afora, a empresa criada pelo americano Bill Gates faz a doação de licenças de uso para jovens carentes se inserirem na tecnologia e na programação. Neste ano, a Microsoft está doando o equivalente a R$ 1 milhão em permissões de uso de seus programas, uma ação que tem potencial de atingir 460 mil adolescentes no Brasil. “Existe uma diferença de oportunidades e os jovens de classe social menos favorecida são prejudicados”, afirma Katia Gianone, diretora de cidadania e comunicação da Microsoft no Brasil. “Com esse projeto, conseguimos nivelar, um pouco, a disputa no mercado de trabalho.”
Fonte: Portal IstoÉ Dinheiro