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Empresários entendem que a indústria 4.0 é caminho sem volta - oreporter.net 

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08/09/2017 - Os impactos da inteligência artificial e da internet das coisas na vida das empresas chamou a atenção de empresários que lotaram o auditório do Centro das Indústrias de Cachoeirinha (CIC) nesta terça-feira, quando foi realizado o seminário de tecnologia Indústria 4.0. Promovido pela IPV7, dirigida pelo executivo Droander Martins, que é diretor da área de tecnologia do CIC, o evento atraiu empresários da região e também do Rio de Janeiro.

O coordenador do curso de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial da Unisinos, Douglas Rafael Veit, abriu o seminário destacando que as empresas estão diante de uma nova realidade. O caminho que a quarta revolução vem traçando é sem volta. As empresas que não aproveitarem todas as potencialidades oferecidas por ela correrão sério risco de desaparecerem do mercado.

As palestras que aconteceram logo após centraram o foco na geração de dados, armazenamento e análise para gerar inteligência capaz de melhorar processos e diminuir custos. Os equipamentos utilizados hoje pelas fábricas possuem diversos sensores que geram inúmeros dados. Saber como usá-los para melhorar o desempenho da indústria é o desafio.

Admir, presidente do CIC, elogiou o seminário

O presidente do CIC, Admir Juchneski, que é diretor da Útil Química, empresa especializada na fabricação de produtos de limpeza, disse ao oreporter.net que na sua linha de produção os sensores geram vários dados e confessa que nem tudo é armazenado e analisado. As empresas, no geral, utilizam as informações mais importantes para manter a produção e desperdiçam a maior parte dos dados gerados.

O seminário nos trouxe muita informação. Cada vez mais precisamos melhorar processos e para isso precisamos de informação. Temos um leque de opções hoje com as novas tecnologias para nos tornarmos mais competitivos e precisamos olhar para esta área com mais atenção, avaliou.

Geremias veio do Rio de Janeiro acompanhar as palestras
O diretor da Voxxen, empresa do Rio de Janeiro especializada em prover serviços de internet para o mercado corporativo, Geremias da Silva Ramos, destacou que eventos como esse ocorrido no CIC são raros no Brasil. Nós somos clientes da IPV7 e quando ficamos sabendo do seminário, garantimos nossa inscrição. No Brasil, hoje, são raros os eventos que abordem esse tema, afirmou.

A Voxxen, conta Geremias, está formatando um projeto para atender a rede hoteleira. Estamos com uma ideia de coletar dados de hóspedes para oferecermos um serviço de pós-venda que melhore a experiência deles, revelou. A quarta revolução não atinge somente o setor industrial. Ela vai estar presente na vida de todas as pessoas em todos os segmentos. Débora Feijó, da Feijó Advogados, também acompanhou as palestras. Hoje nós já geramos muitos dados de clientes e armazenamos tudo na nuvem. O evento nos permitiu ter mais conhecimento sobre as possibilidades que temos para aproveitar esses dados para melhorar nosso trabalho, salientou.

A geração de dados, armazenamento e uso deles foi a tônica da segunda parte do seminário. O engenheiro de sistemas da NetApp, Diego Flaborea, destacou que nenhuma inovação existiria sem os dados. O Uber é completamente baseado em dados, por exemplo. Não há inovação sem a geração de dados, armazenamento e análise. Os dados estão se tornando a base da nova economia, substituindo o petróleo.

A inovação em diversas áreas estão ocorrendo. Segundo Diego, empresas de seguro já estudam um sistema que vai analisar o comportamento de um motorista por um período de 30 dias e com base nos dados gerados vai oferecer um seguro personalizado. Mas como gerar dados ou aproveitar o que se tem hoje? Para Diego, as empresas podem implementar as transformações digitais de diversas formas. Tudo vai depender, explica, do objetivo a ser alcançado. Temos diversas soluções no mercado. Temos muitos softwares livres, por exemplo. O principal é que o empresário precisa avaliar o que serve para o negócio dele, salientou.
Já o arquiteto em soluções na Tech Data, Marco Aurélio de Mello Santos, contou que 90% dos dados gerados hoje no mundo são perdidos. No total, ele estima que 212 bilhões de sensores estão ativos no planeta. Segundo ele, as empresas precisam definir formas de armazenar esse conjunto de dados e criar rotinas de análise que tragam inteligência para os negócios.

Marco citou o exemplo de uma empresa de mineração, cujo pneu de um caminhão custa R$ 100 mil. Uma empresa instalou sensores nos pneus e passou a monitorar os dados até descobrir que um pneu estava com problema. Ele foi enviado para o fabricante, que descobriu uma falha na produção dele. A mineradora teve uma economia de R$ 700 mil com o defeito descoberto antes de o caminhão ter que ficar parado por um imprevisto.

Fonte: Portal O Reporter

Fonte secundária: CM Consultoria

Figura: Google.com.br