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Inovação deve começar no desenvolvimento de pessoas’

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17/08/2015 - EDILAINE FELIX

O tema inovação também será discutido no Conarh 2015. Cofundador da Geekie, empresa de tecnologia da educação que trabalha com inteligência artificial e adapta os conteúdos a capacidade de aprendizado do aluno, Claudio Sassaki ministrará a palestra “Inovação: O poder de aprender”, em 20 de agosto.

“Inovação é o que fazemos nos processos de aprendizagem. O aluno passa horas do dia na escola sentado na cadeira, em uma atitude passiva. Ele não é estimulado a desenvolver, por exemplo, liderança, proatividade, características essenciais para o mercado de trabalho”, diz.

O palestrante acredita que é preciso preparar o jovem para a carreira, desenvolvendo nele competências demandadas pelas empresas, como a flexibilidade e a adaptação as mudanças.

“A contradição é que essas habilidades que são demandadas pelas empresas, muitas vezes não estão presentes no gestor. Por isso, Sassaki tem discutido com o RH a importância da inovação nos processos de desenvolvimento de pessoas, tendo como exemplo o papel do líder. “O gestor deve ser um facilitador e um motivador.”

Para ele, a falta de inovação nos processos das empresas faz com que muitos profissionais não se encaixem em determinadas organizações. “As empresas devem buscar um modelo de gestão que dê liberdade e autonomia para o profissional operar, inovar e criar uma nova realidade, e essa inovação deve começar nos processos de desenvolvimento de pessoas. ”

“É PRECISO RENOVAR E TER UMA POLÍTICA DE APOSENTADORIA”
Um dos temas explorados no Conarh 2015 será da longevidade. De acordo com o presidente do International Longetivy Centre Brazil (ILC BR) e Global Ambassador on Ageing do Helpage International, Alexandre Kalache, que ministrará no dia 18 de agosto a palestra “A produtividade na longevidade”, o assunto envelhecimento deve ser discutido pelo RH.

“Hoje, a longevidade aumentou, as pessoas vivem mais, têm melhor nível educacional e realizam trabalhos cada vez mais automatizados”, diz Kalache.
Para ele, é função do RH pensar, planejar e oferecer condições para que o profissional, que ainda está ativo aos 70 anos de idade, por exemplo, que continue a trabalhar. “Isso não entra muito na cabeça do empresário, mas é importante, sobretudo quando teremos menos jovens entrando no mercado de trabalho”, diz. 

Segundo Kalache, o RH pode tomar algumas ações para melhorar a qualidade de vida dos funcionários. Ele destaca a possibilidade de instalar chuveiros nas empresas para que os funcionários possam ir de bicicleta e fazer pausas de hora em hora para que a equipe possa levantar e circular. “Está provado que dois minutos em pé, caminhando estimula a circulação. A empresa também pode oferecer uma comida mais saudável nas cantinas e restaurantes.”

Aposentadoria. Segundo Kalache, preparar o profissional para aposentaria é importante e também é função do RH. “Não é um curso de dois meses antes. É preciso renovar, ter políticas de uma aposentadoria gradual. O esquema de trabalhar até 18h00 em um dia e no dia seguinte estar aposentado não funciona. É preciso montar políticas para que a aposentadoria possa ser prolongada e que o funcionário se sinta motivado. A previdência mais generosa, não é a melhor para o País. A melhor previdência para o País é aquela que é sustentável economicamente.”
Fonte: O ESTADO DE S. PAULO