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Instabilidade e falta de recursos prejudicam implementação de acordo ortográfico

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  • 17/01/2016 13h09publicação
  • Brasílialocalização

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

 

Em 1º de janeiro, as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa tornaram-se obrigatórias no Brasil [1]. A intenção é que as palavras em português sejam escritas da mesma forma em qualquer um dos países que falam o idioma. A Agência Brasil conversou com a diretora executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Marisa Mendonça, para saber como está a implementação do Acordo nos demais países de língua portuguesa.

“Os países estão em estágios completamente diferentes. Não só no que tange a decisão das autoridades [responsáveis por ratificar e coordenar o processo de implementação], mas nas possibilidades financeiras e de recursos humanos para apoiar esse processo”, avalia Marisa.

Com sede em Cabo Verde, o IILP é uma instituição da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) com personalidade jurídica e autonomia científica, administrativa e patrimonial. O instituto monitora a implementação do acordo em cada país e oferece apoio no processo. Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Leia os comentários feitos por Marisa sobre a implementação do Acordo em cada um dos países da CPLP:

Guiné-Bissau
É um país que enfrenta problemas de instabilidade social e política graves. Disputas internas político-partidárias travam projetos de governo e têm levado à deposição de parlamentares: “Para a Guiné-Bissau, as prioridades devem ser outras neste momento. Permitir que o país encontre estabilidade para que isso possa servir de base para o cumprimento de protocolos e de processos com os quais o país se comprometeu, entre eles o acordo ortográfico.”

Guiné Equatorial
Tornou-se membro efetivo da CPLP em 2014. O país busca resgatar a língua portuguesa no território, que tem como línguas oficiais o francês, o espanhol e o português, falado na Ilha de Ano-Bom e que deu origem à variante ano-bonense: “A Guiné Equatorial busca a reimplementação da língua portuguesa no território. A grafia que será prevalecerá será a nova. É uma situação completamente diferente da dos outros países.”

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