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"O empreendedor não deve ser uma máquina de fazer dinheiro"

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Em visita ao Brasil, Muhammad Yunus, ícone dos negócios sociais, pede para estudantes criarem empresas que resolvam problemas do mundo

Por Daniel Leb Sasaki - 30/04/2015

O bengali Muhammad Yunus, 74 anos, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, desembarcou nesta semana no Brasil para um série de palestras com universitários, investidores e empreendedores. Conhecido por ter criado um sistema de empréstimos para pobres e fomentar negócios sociais, ele chega com a missão  de passar algumas mensagens para seu público.

Uma delas é que os estudantes devem usar o seu incorformismo para empreender e criar empresas para resolver problemas sociais do mundo. E que as universidades apoiem os alunos nessa jornada, seja com aulas sobre negócios sociais ou promovendo uma rede que discuta oportunidades. Ele quer também disseminar a ideia de que o empreendedor não precisa apenas pensar em lucro grande e vendas altas.

O outro recado é mais objetivo. Segundo Yunus, os empreendedores sociais devem procurar ajuda no setor privado para aumentar o alcance de seus projetos. E que usem a tecnologia para resolver dilemas nas áreas de educação, saúde, nutrição, moradia. O avanço tecnológico permite a criação de soluções mais acessíveis, distribuídas a custos e preços finais mais baixos, diz.

Yunus é hoje um dos principais nomes do empreendedorismo social. Parte de sua reputação vem da criação do Grameen Bank. O negócio empresta quase R$ 5 bilhões anualmente para pessoas pobres. Atualmente, cerca de oito milhões de pessoas são clientes dos bancos. Desse montante, 97% são mulheres.

Durante sua passagem pelo país, Yunus fez uma pausa em sua agenda para conversar com o site de Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Confira:

Falta consenso na hora de se arriscarem definições para empreendedorismo social. Como o senhor define um negócio social?

Um negócio social tem como missão única a solução de algum problema social e nasce com este único foco. Tem o objetivo e a missão semelhantes aos de uma ONG, mas se utiliza da metodologia do business tradicional para resolver o problema social e deve ser financeiramente autossustentável. 

É um negócio lucrativo, mas que não distribui dividendos para seus acionistas. E todo seu resultado é sempre reinvestido no próprio negócio para que o impacto seja ampliado. É um negócio, portanto, que explora o ultimo estágio do altruísmo do ser humano, em empreender ou investir em um negócio que não nasce para nenhum tipo de ganho financeiro pessoal, para acúmulo, mas somente para a solução de problemas coletivos.

Qual deve ser o destino das receitas e lucros de uma empresa social?
Nos negócios sociais, as receitas servem para cobrir os custos de operação da empresa e garantir a autossustentabilidade financeira. E os lucros de um negócio social devem ser sempre reinvestidos no próprio negócio, para melhorias, ampliação do impacto social ou eventualmente para investimento em outros negócios sociais.

Saiba mais em:

http://revistapegn.globo.com/Como-comecar/noticia/2015/04/o-empreendedor-nao-deve-ser-uma-maquina-de-fazer-dinheiro.html

Fonte primária:

http://revistapegn.globo.com/

Fontes secundárias:

www.ufrgs.br/empreendedorismo/?p=982

https://pt-br.facebook.com/FazINOVA/posts/763903233724122

https://www.facebook.com/fps360/posts/1099192780139290?comment_tracking.

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