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 O FUTURO NA ERA DA INTERNET DAS COISAS

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17/10/2017 - Seis especialistas já começaram a fazer suas apostas.
Confira

Não é novidade que a era digital está revolucionando a sociedade,
promovendo mudanças radicais nos modelos de negócios e influenciando a
forma como as pessoas consomem informações e produtos. A chamada
Internet das Coisas (IoT), promete conectar tudo que está ao nosso
redor. Segundo estudo realizado em conjunto pela McKinsey, consultoria
empresarial norte-americana, o escritório jurídico Pereira Neto
Advogados e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), as mudanças
ocasionadas pela IoT poderão gerar para o país até USS 200 bilhões
por ano, a partir de 2025.

Além disso, o Business Insider, portal de notícias norte-americano,
prevê que aproximadamente 34 bilhões de dispositivos estarão
conectados até 2020. Desses, ao mínimo 24 bilhões estarão
relacionados à IoT. Isso possibilita o desenvolvimento de novos
negócios, mas o que podemos esperar dessa revolução?

Seis especialistas já começaram a fazer suas apostas. Confira:

SEGURANÇA DIGITAL
A medida que a tecnologia evolui, aumentam os casos de invasão digital.
Inclusive já há relatos de ataques a babás eletrônicas, que não
contam com um sistema de proteção adequado. "A segurança cibernética
tem muito para progredir. Imagine geladeiras, ar-condicionado e até
marcapassos conectados à internet? Será preciso que esses devices
estejam devidamente protegidos contra ataques", explica Tom Canabarro,
co-fundador da Konduto, empresa que oferece uma solução antifraude
inovadora para lojas virtuais;

STREAMING PUBLICITÁRIO
Constantemente, as empresas buscam reduzir os custos com as operações
e no mercado publicitário não é diferente. Ainda presas a antigos
padrões, os maiores desafios para as agências são reduzir o tempo
para tomadas de decisões, agilidade no retorno às solicitações dos
clientes, facilidade para acessar novas mídias e fornecedores,
redução de despesas com idas e vindas de documentos, assim como de
materiais publicitários para revisões e aprovações. "Ter uma
plataforma online como ferramenta de armazenamento, otimização de
fluxo de trabalho e interação entre agência, anunciante e fornecedor
é o que garantirá maior competitividade às empresas", diz Celso
Vergeiro, CEO da AdStream, maior plataforma de armazenamento e
distribuição de campanhas publicitárias do mundo;

CENÁRIOS PREDITIVOS
Sensores e devices plugados na rede controlam e monitoram, cada vez
mais, tudo ao redor. Agora imagine somar esses dados aos que já estão
nas redes online e offline? "Cenários preditivos irão imperar.
Poderemos prever com maior precisão o futuro próximo e evitar
problemas e riscos antes mesmo deles ocorrerem. A Inteligência
Artificial e Cognitiva evoluirá muito rápido, potencializando esse
cenário", prevê Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, empresa de busca e
estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados
(Big Data) da internet e outras bases de conhecimento;

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO VAREJO FÍSICO
Enquanto a Inteligência Artificial (IA) é utilizada com frequência
nas plataformas de e-commerce, onde as interações com o cliente são
facilmente rastreadas, o varejo físico inova pouco na transformação
da experiência de compra em algo mais personalizado, relevante e
gratificante. "Nos próximos anos veremos a aplicação dos robots e
ferramentas de IA crescerem rapidamente. São milhares de produtos e
milhões de clientes em visitas frequentes a diferentes lojas. Somente o
aprendizado de máquina é capaz de descobrir os padrões de
comportamento do consumidor e sugerir objetivamente ofertas e
estratégias promocionais multicanal que aumentarão vendas e
rentabilidade. Alguns varejistas já investem muito nesses sistemas,
certos de que produtividade promocional com inteligência analítica
será seu diferencial competitivo", analisa Israel Nacaxe, COO da Propz,
referência em soluções de inteligência artificial e big data para o
varejo físico;

CIDADES INTELIGENTES
Imagine uma cidade que pode mudar dinamicamente os tempos dos semáforos
dependendo de fatores como acidentes ou chuva. Imagine uma cidade capaz
de alterar os limites de velocidade dependendo da situação do
trânsito. Esse é o conceito das "cidades inteligentes", ou seja,
desenvolver cidades mais eficientes por meio de sensores e análises de
dados mais avançadas, geralmente baseadas em inteligência artificial.
"O tempo que será salvo e a eficiência que será ganha pelo cidadão
se tornarão um diferencial competitivo, fazendo com que as cidades
atraiam investimentos, empregos e até turismo", avalia Rodrigo Mourad,
sócio fundador da Cobli, startup especializada em rastreamento,
telemetria e gestão de frotas;

PLATAFORMAS WEARABLES
Com plataformas e aparelhos cada vez mais conectados, a tendência é
que eles se tornem unificados e "vestíveis". "Vivemos na era da
realidade virtual, aumentada e inteligência artificial. E para o futuro
podemos esperar devices wearables, como lentes de contato capazes de
gravar as imagens que estão sendo visualizadas - e porque não utilizar
para comprar produtos? Não passamos um dia sem adquirir um produto ou
planejar uma compra para o dia seguinte, então com a realidade
aumentada em lentes de contato o conteúdo integrado não seria mais um
vídeo, show, comercial ou seriado, e sim imagens da vida da pessoa em
tempo real", idealiza Anselmo Martini, vice-presidente de marketing
global do Cinemall, tecnologia que permite a integração de produtos,
marcas e serviços diretamente no conteúdo nas mais variadas
plataformas.

Fonte: Portal cio.com.br
Fonte secundária: CM Consultoria

Imagem: Google