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Opinião: A precariedade na educação pública brasileira De quem será a culpa?

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31/07/2015 - Cláudia Oliveira de Souza,Especial para Opinião Pública

Desde os primórdios a educação é fundamental no processo de formação do ser humano para o convívio em sociedade, iniciadas pelas civilizações e aprimoradas pelas sociedades modernas para o desenvolvimento das capacidades cognitivas do homem, assim surgiu as diferentes formas de educação que compreende segmentos familiar, religioso e a escola propriamente dita.

Porém, a educação brasileira figura-se numa imagem estrutural fragmentada, por apresentar um modelo decadente em que o ensino efetivamente eficaz se tornou uma ação secundária, em razão dos interesses particulares dos responsáveis pela gestão dos serviços públicos, estes priorizam outras áreas como sendo mais importante e esquece que a construção humana é de fato o maior legado no contexto social.

No atual cenário educativo, o que se vê é uma intensa precariedade do ensino público e a omissão dos diversos setores da sociedade que não assume a responsabilidade. Existe uma intensidade nas discussões sobre como resolver os problemas que envolvem a educação, porém não há medidas efetivas na solução dessas questões e enquanto isso nossas crianças e nossos jovens recebem um ensino de baixa qualidade, desta forma tornam-se candidatos mal preparados para atender as exigências de um mundo cada vez mais competitivo.

Obviamente nos processos de formação humana estão envolvidos inúmeros fatores que influenciam e norteiam o indivíduo. No âmbito familiar onde recebemos os primeiros ensinamentos sobre como viver em sociedade, este ambiente têm perdido sua essência, pois nossas crianças são educadas sozinhas porque os pais devem trabalhar para dar o sustento e atender os padrões exagerados de consumo impostos pelo sistema.

Assim, em muitas situações os pais alheios aos acontecimentos comportamentais de suas crianças no ambiente escolar transferem o seu papel de educar e responsabiliza a escola pelo fracasso na formação dos filhos, não compreendendo o verdadeiro valor da família na formação ética e intelectual dos mesmos.

Por outro lado, nossas escolas em sua maioria passam por dificuldades financeiras, estruturais e até mesmo de gestão. Não oferecem condições adequadas para receber os alunos, negligenciando formas dignas de ensino que comprometem o futuro dos estudantes que buscam o conhecimento para melhorias da qualidade de vida da nossa sociedade.

Envolvidos com os processos da formação ética humana, o professor ou educador, carrega consigo a difícil missão na transmissão do saber, numa tentativa de equilibrar e reparar uma educação fragilizada pelo atual modelo de políticas públicas.

E o que dizer dos salários e das condições de trabalho oferecidos aos nossos professores, àqueles que são os responsáveis por nos guiar na decisão da escolha de qual carreira profissional que queremos seguir? Afinal são os professores que formam os médicos, advogados, engenheiros e tantos outros profissionais.

O ideal seria que houvesse um consenso entre poder público, professores, pais e alunos. Talvez isto fosse em parte a solução para tantos problemas sociais que atingem nosso querido País, não há dúvidas de que a educação é o caminho mais curto para que uma nação caminhe a passos largos rumo ao desenvolvimento de seu povo.

(Cláudia Oliveira de Souza, graduanda do curso de Ciências Biológicas da PUC- GO)
Fonte: dm.com.br