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Opinião: Alckmin – Um governo contra a educação

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23/07/2015 - O Governo Alckmin vem promovendo um desmanche na educação paulista. Desde de dezembro do ano passado promove cortes que afetam milhares de crianças e jovens. Para economizar, ele não mira o ensino propriamente específico, mas em toda rede que gira ao entorno da educação, como o corte de profissionais, materiais escolares e de primeiras necessidades, merenda, e até leite para menores de 6 anos. 

Desde de dezembro do ano passado, Alckmin vem engordando o caixa do governo as custas da juventude e o ensino no estado de São Paulo. Sua primeira grande ofensiva foi o corte de verba destinada a limpeza, materiais de escritório e pequenas obras nas escolas paulistas.

Naquela ocasião, estudantes e funcionários relataram que faltavam nas escolas papel higiênico e de sulfite, mesmo a secretaria alegando que havia um estoque considerável para suprir as demandas.

No que se refere a pequenas obras que envolve pinturas e reparos, projeto denominado “Trato na escola”, tudo indica que o governo tucano deixou de investir 56 milhões de reais.
Os desmandos prosseguiram no início de ano letivo e o governo além de atrasar o kit escolar que contém, entre outros itens, caderno e lápis, alegando que parte de recurso para a compra desses itens não eram utilizados, também reduziu à metade as vagas abertas para o programa que oferece ensino técnico a alunos da rede estadual.

Para refrescar a memória, o projeto “Vence” era o carro chefe do governador, nele visava colocar o estudante de escola pública nas escolas técnicas, porém, Alckmin preferiu o contingenciamento de 3% no orçamento e quem perdeu foi o estudante que viu 10 mil virarem fumaça.

Ainda no seu pote de maldades, o governo cortou o coordenador de apoio pedagógico nas escolas prioritárias (com baixas notas ou em áreas vulneráveis). O que era destinado ao reforço na educação ficou para a “caixinha”.

Além dos jovens, adultos e bebês na mira do governo tucano

Não é só na educação fundamental e média que o governo tucano tem prejudicado. No mês de abril, ele passou a tesoura e cortou investimentos para as entidades conveniadas que trabalhavam na alfabetização de jovens e adultos, programa chamado de “Alfabetiza São Paulo”. Foi deixado de alfabetizar cerca 15 mil pessoas entre jovens e adultos. Para o programa não parar, voluntários, basicamente ligados a igreja católica, tem tocado o projeto sem nenhuma ajuda do governo.

Outra medida de contenção das despesas foi o corte no projeto “Viva Leite”. Com a nova distribuição o governo que antes atendia crianças de 6 meses à um ano e de 6 anos a 6 e 11 meses e passou a atender crianças de apenas 1 anos à 5 anos e 11 meses, com esse corte o governo deixou de atender cerca de 37 mil crianças carentes.

Alckmin contra a pátria educadora

O governador, que já disputou a presidência da República, ensaia em 2018 vir a disputar novamente. Por isso suas incursões no cenário nacional têm sido constantes. Foi assim no processo da Redução da Maioridade Penal, em que o governador se empenhou no congresso para apresentar uma forma alternativa à simples redução dos 18 para os 16 anos, visando rever o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Mas no fundo, a concepção de mais punição e menos escola ganha força quando apresentamos esse histórico que vai contra o lema da presidenta Dilma – Uma pátria educadora.
O jogo político vai se formando para 2016 e 2018 e Geraldo Alckmin, blindado pela mídia e pelo Legislativo, em que tem uma maioria folgada para cortar verbas na educação, vai se tornando um forte candidato para 2018.

Se os desmandos não forem desmascarados, poderemos ter um grande retrocesso na década de 2020. Até lá, é preciso enfrentar esse governo e reverter essa situação, para que a não resgatemos o sucesso do grupo Ira, em 1985: “Pobre São Paulo, pobre paulista”!
Fonte: vermelho.org.br