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Restrições dividem especialistas 

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06/08/2016 - Diante do crescimento exponencial dos drones no mundo, países correram nos últimos anos para regulamentar a utilização dos equipamentos de forma a não colocar em risco a aviação comercial. De acordo com especialistas, as normas de Austrália, Estados Unidos e Portugal são consideradas as menos restritivas. Já a da Espanha é vista como a mais rígida. A discussão sobre qual a medida e o tamanho das restrições ideais à operação dos RPAs, contudo, divide especialistas em segurança aeronáutica e os fabricantes.

Pressionado pela estatística que aponta 400 acidentes graves com drones militares norte-americanos em 15 anos, incluindo até uma quase colisão de uma aeronave de 375kg contra uma escola no estado da Pensilvânia, o governo estadunidense publicou uma regulamentação específica para essas aeronaves em junho passado. Pelas novas regras, há limitações quanto ao horário de utilização dos RPAs, além de restrições de altura e velocidade. Autorizações prévias somente são exigidas em casos específicos. Para pilotar um drone, também passou a ser necessária a emissão de um certificado de piloto com essa qualificação. Segundo os dados da indústria, o mercado deve movimentar US$ 82 bilhões nos próximos 10 anos.

Em Portugal, a proposta de regulamentação da Autoridade Nacional de Aviação Civil (Anac) deve exigir que o drone permaneça à vista do piloto e não exceda 30 metros de altura. Caso seja utilizado sob grande concentração de pessoas, é necessária uma autorização prévia. Da mesma forma, voos em áreas protegidas, como parques, ou de segurança, como próximo a aeroportos, precisam ser comunicados e dependem de aceite do órgão responsável. Tida como um dos países com a legislação mais avançada do mundo, a China já conta até com escolas de formação de pilotos.

Fonte: Correio Braziliense/ DF

Fonte secundária: Portal www.cmconsultoria.com.br

Foto: Google