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Tecnologia e alfabetização

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20/04/2016 - Colégio Santa Maria

Autoria: Joyce Willis

Alfabetizar: “ensinar a (alguém) a aprender a leitura e a escrita.”

Será essa uma tarefa tão simples quanto a definição do dicionário?

A alfabetização é o resultado de um longo processo, que abrange maturidade, psicomotricidade, memorização, vivências individuais e coletivas, consciência fonológica, estímulos orais e escritos e muito esforço de educadores e educandos. Dentro de todo esse contexto de bagagem da criança, são introduzidos conceitos de letras, sílabas, palavras… um crescente que nos surpreende dia a dia.

“Apropriar-se da leitura e da escrita é mais do que dominar a lógica de um código que organiza a língua. É transformar-se tanto no âmbito individual, com a aquisição de recursos de expressão e de acesso a textos para informações, diversão e de sentidos para o que se vive; quanto no âmbito social, uma vez que vivemos num mundo letrado”, relata a equipe de professoras do Pré do Colégio Santa Maria.

As atividades oferecidas aos alunos precisam ser muito variadas, favorecendo o desenvolvimento da grafomotricidade* e da praxia fina, fundamentais para quem está se apropriando da leitura e da escrita. Os estímulos vêm com os diversos materiais utilizados: massa de modelar, lápis de cor, giz de cera, tintas, telas, papéis variados, tablets…

Engana-se quem acredita que a tecnologia só oferece jogos para distrair as crianças na idade pré-escolar. Muitos aplicativos são destinados à fase de alfabetização, aprimorando e estimulando habilidades motoras, visuais, espaciais e auditivas, que reforçam as atividades de sala de aula. Durante as aulas na informática, uma das propostas foi o treino do traçado da letra bastão. De forma divertida, os dedinhos deslizavam pela tela e as letras do alfabeto eram formadas uma a uma, tendo uma pequena seta que os orientava.

O traçado correto da letra não tem como objetivo fazer com que as crianças tenham uma letra bonita ou treinem caligrafia. O intuito é o de deixar a leitura e escrita mais fluente, com soltura e agilidade, tão importante para quem está começando a desvendar o mundo. Além disso, há uma contribuição significativa da Neurociência que explica que, posteriormente, ao escrever as palavras na letra cursiva, estamos favorecendo a memorização da ortografia correta.

* O termo grafomotricidade deriva da palavra grega graphé, que simboliza escrita, e da palavra latina motricitas, que significa capacidade de mover-se (Riaño, 2004). A grafomotricidade é o conjunto das funções motoras envolvidas no ato de escrever ou relacionadas com a atividade gráfica.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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