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Universitários miram ajuda federal, mas crise provoca cortes no Fies 

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01/08/2016 - Na Baixada, em 2014 foram firmados 4.759 novos contratos, mas esse ano número caiu para 1.511

TATIANE CALIXTO

Pouco mais de 50% dos jovens que pretendem cursar uma faculdade apostam em programas sociais de educação do Governo Federal para conseguir atingir esta meta, conforme pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). 

O estudo, realizado pelo Instituto MDA, ouviu mil jovens de 18 a 30 anos, com Ensino Médio completo, de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Salvador, Fortaleza, Manaus, Recife e Belém.

Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados pretendem cursar uma faculdade dentro dos próximos três anos. A maioria, 71,2%, gostaria de ingressar em uma universidade pública. No entanto, 78,6% não excluem a possibilidade de matricular-se em uma escola particular.

O levantamento mostra, porém, que embora sonhem com o diploma, 50,5% dos entrevistados dizem que nem eles e nem a família têm condições de pagar uma faculdade particular. Dentro do grupo que pretende cursar uma graduação, 50,3% esperam contar com Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para atingir seu objetivo.

Mas, apesar da realidade dos estudantes e da esperança que muitos depositam no Fies, para conquistar o diploma do Ensino Superior, com a crise econômica, o programa do Governo Federal sofreu cortes nos últimos anos. Em 2014, foram firmados na Baixada Santista 4.759 novos contratos, número que caiu para 1.511 em 2015.

De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no primeiro semestre de 2016, foram firmados 825 novos contratos nas nove cidades da região.

O Ministério da Educação anunciou que pretende fazer uma revisão no Fies para 2017 permitindo, inclusive, uma ampliação dos contratos, com número superior ao oferta de novos financiamentos neste ano, ou seja, maior que 220 mil. O total de novos contratos não foi informado. 

"Estamos construindo esse novo Fies, um Fies turbo, ampliado, para termos mais vagas", chegou a afirmou o ministro da Educação, Mendonça Filho. "Como concebido anteriormente e no formato tradicional o Fies não tem vida longa.

Só se for sustentável", completou.

Fonte: atribuna.com.br

Fonte secundária: Portal www.cmconsultoria.com.br